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éblis oficialmente lançada ao mar

(eu, alexandre brito e ronaldo machado na noite de autógrafos na palavraria)

Éblis, uma proposta editorial simples: a edição de livros de poesia, primeiramente os nossos. Sobre o futuro, e desde o ponto de vista da editora, digamos que pertence a Éblis. Invertemos a força disjuntiva de Éblis e a dispomos na direção contrária, forçando-o a jungir nossos projetos poéticos. 

Os dois primeiros livros da editora: de Ronald, No assoalho duro; de Ronaldo, Solecidades. Ambos se publicam com uma edição de trezentos exemplares.

Específicos em suas singularidades, os dois livros se completam (e também se contrastam) no trabalho editorial a que nos propusemos, o qual pressupõe a poesia e o livro como objetos estéticos nascidos da posse da alteridade de nós mesmos, pela consciência e pela análise, pelo exercício e pela experimentação, mas sem desprezar a colaboração do acaso. Poesia-coisa e livro-objeto como resultado de um senso ludodáctilo, de uma inteligência lúcida, vertiginosa, às voltas com seus limites, recusando-se, sempre, à dissipação e ao descanso fácil.

Nos interessamos tanto pelo trabalho poético e como pelo seu resultado concreto: o livro de poesia. A poética do suporte.

Empresamos uma editora cujo foco é pôr em circulação a poesia que não se contente com a corriqueira satisfação da moeda literária vigente, que cai sempre, inevitavelmente, ora com a cara cult, ora com a coroa provinciana. A editora Éblis pretende jogar sobre a mesa uma outra moeda, revendo assim a economia poética contemporânea a partir de outros valores. Não somos Quixotes, mas investimos na Editora Éblis nossos próprios recursos estéticos e nossos próprios bens éticos.

Não obstante, a Editora Éblis se situa, isto é, para o bem ou para o mal, representa um gesto político contra o pano de fundo de um sistema literário, entendido aqui como a representação especular, mas com suas particularidades, dos imperativos sócio-econômicos abrigados sob o arco ideológico do livre mercado que exige competência a quem quer se estabelecer.

Mas, como adequar o fracasso e o impreciso constitutivos da prática poética, que é, antes, improdutiva, impertinente e não-utilitária, a essa "eficiência de rebanho" requerida pelo modo capitalista de produção? A condição mesma do poema como ser de linguagem, inadequado à comunicação do que quer que seja, exceto à de sua própria realidade estética, já o consagra como coisa invendável ou inviável, economicamente falando.

Caberia, então, perguntar sobre a função de uma editora quase imaterial, cujos livros terão tiragens de não mais de trezentos exemplares, e os volumes magros com cerca de vinte e poucos poemas? Ou ainda, e quanto às questões relativas à difusão da leitura ou sobre a literatura como coisa para poucos, etc.? Caberia. Mas quem se habilita a responder sem repetir clichês decadentistas ou multiculturais? www.editoraeblis.zip.net

(ronald augusto & ronaldo machado)

 



Escrito por ronald augusto às 09h24
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