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finismundo

Segundo Wittgenstein, os “problemas filosóficos” são produzidos quando o que deve ser silenciado termina por ser dito. O que pode ser expresso com clareza, sem erros de linguagem (afasias) não seria, portanto, poesia. Por outro lado, diz-se com uma certa insistência - o que, aliás, deveria nos conduzir a uma suspeição ou resguardo com relação ao aspecto avassalador da afirmativa que segue - que a poesia “diz o indizível”. Mas, se Wittgenstein tem razão quando afirma que “acerca daquilo de que não se pode falar, deve-se silenciar”, como emprestar credibilidade ao supostamente indizível que a linguagem poética materializaria no lance de sua invenção? Efetivamente, a poesia diz o indizível? E como, em caso afirmativo, ela o diz?
A meu ver, a poesia propõe figuras fono-semânticas para esse festejado indizível. A partir dos equívocos e esquivos jogos de linguagem, das ilusões e convenções gramaticais, a poesia estrutura a sua linguagem lacunar entretecida ao silêncio (aqui entendido como valor musical, em posição dialógica com o som, a palavra enunciada). A signagem poética, ao fim e ao cabo, não diz o que vai no mais íntimo do silêncio ou do vazio metafísicos. Com efeito, a poesia, a par de sua efemeridade (um acabar-começar de linguagem), tenta comunicar por meio de procedimentos estéticos e formais (rima, aliteração, paronomásia, metro, espaços em branco, etc.), isto é, tenta plasmar, ou presentificar como coisa-pensamento, como signo aquilo de que, antes, não se podia falar. O indizível se resolve, ou passa a ser aludido, então, num poema: silêncios e vazios ativos, corpóreos. O que devia ser silenciado alcança uma formulação simbólica possível, uma estrutura mensurável: o leitor se abandona à metáfora de uma “música calada” informada por um ritmo. O poema projeta a sua ambigüidade de som e sentido sobre as tensões de filosofemas fruíveis.

http://www.overmundo.com.br/overblog/poesia-a-precisao-do-impreciso, confira aí!



Escrito por ronald augusto às 21h00
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