Meu Perfil
BRASIL, Sul, PORTO ALEGRE, Homem, Portuguese
Yahoo Messenger -



Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 deste para melhor
 poesiacoisanenhuma
 verbavisual
 ronaldomachado
 jaguadarte.zip.net
 editora éblis
 paulo de toledo
 ricardo o bardo
 www.dichtungsring-ev.de
 www.germinaliteratura.com.br
 ameopoemaeditora.com.br
 www.umbigodolago.blogspot.com
 ospoets
 slope
 soma.zip.net
 eu tenho Critério
 jornal de poesia
 ed. perspectiva
 mauro faccioni filho
 carlosbesen.blogspot.com
 cronópios
 filhos de orfeu
 clareira na selva
 jpwapler
 blog do prof. hingo
 overmundo
 famigerado
 literafro
 poesiapau2
 revisados de dione veiga
 o simulador sandro ornellas


 
 
poesia-pau


quem tem critério?

 

poemacaligrama de Edgard Braga

2. A (im)pertinência comunicativa da poesia volta a fazer sentido na mesma medida em que a pós-modernidade ou um suposto "pós-tudo" instauram a nulidade de qualquer reação moral e a defesa, na esfera estética, do novo pelo novo sem conexão com o passado. Enquanto os conceitos perdem consistência e clareza, a poesia persiste naquilo que sempre foi a marca de sua originalidade transgressora, a saber, linguagem que beira o silêncio, silêncio na iminência de converter-se em linguagem desprovida de falantes. Som e pausa. Um mínimo de retórica, para um máximo de significação. O poeta, ao carregar a linguagem de significado, não objetiva outra coisa senão subverter a visão, não raro deturpada, da realidade que nos condiciona. Com esta ação simples, ordinária em se tratando de operação poética, sua tarefa já incorpora por si só, uma pulsão contestadora. Portanto, a poesia que nos interessa, a poesia em sentido forte, mina as estruturas da nossa contemporaneidade que se compraz com o vazio enquanto repousa sobre cinismo, aborrecimento e amargura imobilizante. A estetização da angústia no limiar de mais um fim-início de século. E o humor, que em semelhante contexto talvez dispusesse de um repertório mais eficiente para perturbar a reificação da mediocridade, mesmo ele, já há algum tempo deixou de ser inventivo e político; torna-se mais cínico a cada dia que passa. A charge reacionária atravessa o humor de entretenimento da classe média. Não merece, portanto, que se lhe conceda a última palavra.

confira a íntegra desse artigo aqui: http://www.revista.criterio.nom.br/debordronald001.htm



Escrito por ronald augusto às 16h05
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]