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excertos de coisa nenhuma
1. o sentido é aquilo que se localiza (ou se dissipa) em pós o texto e antes do apetite sígnico do leitor. ou seja, não está mais no poema e todavia não cabe inteiramente no complexo crítico-sensível do receptor possível; este se apodera mais da oscilação ou da fantasmagoria daquele do que de uma realidade definitiva que lhe definiria - como seria desejável ao senso comum -, não fora ele, o sentido, tão indecidível e coisa de inalcançar (guimarães rosa dixit). o sentido tem parte com uma espécie de transferência, isto é, na acepção relativa à translado, aquilo que um leitor passa para outro. pois o sentido, de resto, não fica com ninguém. um despertencimento.
2. quando a poesia apodrece e cai, a crítica a segue. a crítica literária só voltará a ter alguma importância e ser de interesse, quando a literatura recuperar a sua dimensão de arte. reza a máxima de que não há crítica sem arte.

Escrito por ronald augusto às 00h34
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