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um livro bom antes de outro / para quem pensa que eu não gosto de poesia
"A poesia de Ricardo Silvestrin impele o vento do pensamento, é subversiva como a rede, “este objeto da preguiça”. Não há poeta mais inteligente do que ele no território ignoto da invenção verbal contemporânea. Mas, o que pretendo sugerir com inteligente? Não cabe aqui a lembrança do jovem hacker, muito menos evocar a imagem do erudito da hora e suas tiradas espirituosas. Assim como sua inteligência, a poesia de Ricardo Silvestrin pulsa em estado líquido. Ideograma e hemograma. Líquidos, o abraço da rede, o vento que sabe ser áspero ao embaralhar a ramagem dos signos.
Em nossa tradição poética predominam sólidos e gasosos. Por isso, como se dizia no meu tempo, não será difícil para o leitor “derreter-se” diante da beleza não regulamentada da poesia de Ricardo Silvestrin: um chega-pra-lá neste antagonismo. Poesia que não traz conhecimento, não produz saber, nem resolve enigmas. Ela nunca permanece no lugar onde até há pouco a deixamos. Vazante socrática. Agora, em cada poema, podemos apalpar o íntimo das coisas na pele mesma do aparente."
(confira a íntegra deste texto em www.clareira.naselva.com)
Escrito por ronald augusto às 18h24
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