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desvios/assimetrias

(ricardo silvestrin, eu e ricardo aleixo durante o evento folia das falas em florianópoils, 2006)

Pergunta - Quando você sabe que está diante de um bom poema?

Ronald Augusto -
Para falar a verdade nunca sei ao certo. O poeta inglês W. H. Auden, diz que quando o poeta está convencido de que o poema que acabou de realizar é bom, é bem possível que seja uma auto-imitação. Esta pequena lição é parte do texto de uma aula de 1956 ministrada por Auden e que o fundamental Cleber Teixeira, editor da Noa Noa, publicou em livro no início da década de 1980.

Pergunta - Como você avalia o momento atual da poesia brasileira?

Ronald Augusto -
Não é muito fácil colocar a poesia atual dentro de uma mirada cujo enquadramento seja suficientemente amplo a ponto de permitir ao observador o vislumbre de uma figura que faça sentido em seu conjunto. Nos últimos anos tenho pensado e escrito bastante a respeito da produção poética recente. Assim, posso resumir as figuras a que cheguei na tentativa de descrever a verdade cambiante dessa poesia: (1) grosso modo, a competência poética define a nossa práxis, nos tornamos excelentes diluidores dos modelos consagrados; (2) o elogio de uma pluralidade hipocritamente tolerante está na base desse ecletismo poeticamente correto; (3) cada vez mais, os poetas parecem necessitar das credenciais da academia e do mercado editorial; e (4) uma retomada algo virtuosística de um vanguardismo como mise-en-scène, agora, mais um recurso de estilo constante do repertório oferecido por uma tradição bem recente.

Armado contra os grupelhos, clique aqui para ler outros lances da entrevista que concedi ao poeta marco vasques e publicada no Diário Catarinense:
http://www.clicrbs.com.br/jornais/dc/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&edition=6799&template=&start=1&section=Cultura&source=Busca%2Ca1355478.xml&channel=22&id=6799&titanterior=&content=&menu=36&themeid=&sectionid=&suppid=&fromdate=&todate=&modovisual=




Escrito por ronald augusto às 23h12
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o que é de éblis

os editores, ronaldo machado e ronald augusto, comemoram o lançamento da Editora Éblis. para o conferir o editorial, carta de princípios, propostas e alfinetadas, visite o blog www.editoraeblis.zip.net



Escrito por ronald augusto às 23h54
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  (o livro como objeto de arte)

 

               Qualquer discussão séria acerca da poesia contemporânea, deve avançar sobre a questão do espaço de atuação que lhe é reservado. Se não há um espaço efetivo para o seu aparecer no mundo, é o mesmo que tentar falar de algo que não existe. De certa forma a poesia contemporânea não existe porque, segundo alguns pensadores, o presente não existe. O presente precário se dissipa, se desmancha num piscar de olhos antes mesmo que qualquer um de nós termine de enunciar a palavra presente. O presente nem bem chegou e já passou.

               No entanto, embora os espaços tradicionais (jornais, revistas, TV, rádio, etc.) persistam como reféns da mediocridade, insistindo numa recusa frontal a tudo que se aproxime de um lance de pensamento, a internet, por outro lado, começa a dar sinais de vida inteligente e às vezes chega mesmo a nos enganar. Ou seja, a rede mundial/virtual finge ser o lugar por excelência de um saber/conhecimento que nós deveras esperamos dela. Na verdade, ainda é um meio se estabelecendo. Tem muito dos defeitos dos outros meios que um dia talvez venha a substituir. Assim, à diferença dos veículos consagrados (que tentaram contar a história desses dois últimos séculos), a internet parece encarnar a imagem desse nosso presente sem margens do pós-tudo. E a poesia contemporânea se sente bastante à vontade no interior da fragmentação especular que marca esse âmbito virtual.  

 

            

 

 



Escrito por ronald augusto às 16h18
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