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Frames da poesia contemporânea 2
O autor se vale do verso metrificado com senso contemporâneo, isto é, utiliza-o numa perspectiva irônica, às vezes sarcástica. No entanto, a opção pela tonalidade farsesca com relação ao modelo consagrado do verso medido, em certas ocasiões, acaba por se esgotar em si mesma. Mas mesmo aí, o autor se mostra, com freqüência, muito esperto. A leitura ou a releitura do recurso ao metrônomo não está condenada, desde um ponto de vista atual, a ser feita sempre em registro kitsch. O riso não precisa dizer sempre a última palavra. Por exemplo, o verso do poema da pág. 9: “não sou Ledo nem Ivo, mas me engano”.
Escrito por ronald augusto às 18h58
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