Meu Perfil
BRASIL, Sul, PORTO ALEGRE, Homem, Portuguese
Yahoo Messenger -



Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 deste para melhor
 poesiacoisanenhuma
 verbavisual
 ronaldomachado
 jaguadarte.zip.net
 editora éblis
 paulo de toledo
 ricardo o bardo
 www.dichtungsring-ev.de
 www.germinaliteratura.com.br
 ameopoemaeditora.com.br
 www.umbigodolago.blogspot.com
 ospoets
 slope
 soma.zip.net
 eu tenho Critério
 jornal de poesia
 ed. perspectiva
 mauro faccioni filho
 carlosbesen.blogspot.com
 cronópios
 filhos de orfeu
 clareira na selva
 jpwapler
 blog do prof. hingo
 overmundo
 famigerado
 literafro
 poesiapau2
 revisados de dione veiga
 o simulador sandro ornellas


 
 
poesia-pau


poesiavoaotempo: depois de um ano

 

        rio de janeiro, 29 de setembro de 2005. acabamos de sair (eu, alexandre brito e ricardo silvetrin) de uma “audiência” com o ferreira gullar, o velho poeta que falsifica mondrians. sobre a porta de entrada do seu apartamento, um exemplar dessa operação falsificatória. em tudo nos identificamos com ele. se outras caravanas de fãs e admiradores chatos, e menos inteligentes do que nós, não tivessem corrompido, desbastado um pouco da sua paciência - que já sofre de um déficit natural em função da idade, 75 anos -, seria uma maravilha ainda maior. mas, mesmo assim, em alguns momentos ele se permite levar pelo entusiasmo. e isso acontece quando os rumos do papo apontam para o terreno das artes não-verbais. mas a linguagem da poesia  ainda é o suporte sobre o qual deslizam os fluxos das falas do poeta maranhense. em sua poesia: uma liberdade sem arabesco, um rigor não premeditado e um não estar nem aí para a contradição. o gullar de agora-agora, por exemplo, finaliza alguns poemas-objeto das décadas de 1950/60 que deixara de lado pelos motivos que todos estão cansados de saber.

        numa poltrona, ao pé da janela assediada pelos ramos da amendoeira, seu siamês nos espia e, às vezes, é quase todo ouvidos para o idioma que praticamos. ferreira gullar é um sujeito pequeno. não diria vergado. encolheu um pouco com os anos, como dizem os velhos, entre si, em tom de broma? pode ser. suas mãos são delicadas. fêmeas. na televisão elas parecem mais estabanadas e másculas e soteropolitanas; assim de perto, quase num beija-mão, são as mãos de uma velha adolescente.

 

 



Escrito por ronald augusto às 15h02
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



vejam vocês

          Traduzo aqui, livremente, um comentário de José Miguel Ibáñez Langlois a respeito do artista chileno: “O antipoema de Parra não é a serena e apolínea criação que se produz num ponto de equilíbrio entre a forma e a experiência humana. É a poesia de uma época pouco afeita a tais triunfos (...), porque nela se apaga o brilho da divindade no mundo (...). O antipoema é uma palavra que já não pode cantar a natureza, nem celebrar o homem, nem glorificar a Deus, porque tudo se tornou equívoco, começando pela linguagem. A poesia ou, melhor, a antipoesia de Nicanor Parra, é a reproposição - por meio tanto do verbal, quanto do não-verbal - da(s) realidade(s) perdida(s) no espaço inflacionário das palavras”.

          Com seu "nariz de boxeador mulato" (Ignacio Echevarría dixit), Parra dispõe do leitor-observador como um sparring de luxo na tensão de levar a cabo suas parranóicas e heterodoxas formas de linguagem. O poeta chileno merece figurar, portanto, na minha lista provisória e prospectiva dos representantes daquele grupo de artistas que não se deixaram apanhar pelos estados frouxos da maturidade amortecida. Ao seu lado estariam, por exemplo, Joan Brossa, Bob Brown, Pierre Garnier, Edgard Braga e, ainda, Manuel Bandeira e Murilo Mendes.

(a antipoesia visual de nicanor parra)

 



Escrito por ronald augusto às 10h56
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]