| |
retrato do poeta contemporâneo

O qualificativo entranha-se nas dobras do seu caráter como um incômodo, pois Máximo, o poeta, sabe, de algum modo, que no fundo não é senão um “homem sem qualidades”. Máximo tenta aprender a não se tornar o que realmente é: seu antônimo, “o ponto mais baixo”. E por se sentir sempre no estrito limite menor de algo, persegue, em fim de contas, a poesia mais poética do seu tempo. Como se ela fora um axioma; uma sentença estético-doutrinal incrustada em seu destino menos como a explicação do que como a mitigação desse transe de néscio em que se vê enredado: a busca por uma posição de destaque dentro sistema literário.
Escrito por ronald augusto às 21h50
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
dias de nietzsche em salinas 2

mais sobre nietzsche: longe de ser um degustador erudito das idéias paronomásticas do filósofo não-alemão, prefiro me colocar na posição de leitor que aprecia a ousadia da sua escritura que se admite como experiência de arte, derivação para uma vontade de engano. e ele revela o instinto de um grande escritor enquanto dá-se em espetáculo como filósofo do espírito livre. mas, não vou ficar aqui elogiando nietzsche, não quero que ele exsurja do reino de orum para me assombrar em represália a tal gesto sem arrogância; posso citá-lo (que é uma outra forma de elogiá-lo): “...o comentário demasiadamente elogioso produz mais indiscrições que a censura”. registro mnemônico. de memória. sou um leitor filosofal, isto é, tresleio desde o ponto de vista da poesia da linguagem. do jogo da linguagem. poema-pensamento. pensamento-experiência como paráfrase à divisa de mario faustino “poesia-experiência”. linguagem-pensamento que abandona, de repente, cada novo terreno conquistado.
Escrito por ronald augusto às 23h59
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|