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fabulário com pintura de rosa marques

Se, como argumenta Roland Barthes, existe um prazer do texto que engendra o texto de fruição por contraste com o texto útil - no sentido em que este serviria a algum propósito externo a ele -, existe o prazer da fala(ção) como fábula(ção), pois a fala é anterior ao texto (considerado aqui como escrita) e mesmo à própria língua. Falar sem fabular é a coisa mais tediosa que pode acontecer ao homem, este animal que produz e consome signos. A Ilíada e a Odisséia são fábulas cantadas e não favas contadas.



Escrito por ronald augusto às 00h20
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térmita

um fio delgado ligando-me ao imundo das letras. há, sempre, muito entulho, mas, umas vezes o acaso, outras, rastros frescos, levam-me a poemas de homens e mulheres que exigem atenção e alguma reverência. fui freqüentador da biblioteca da casa de portugal (1993-1994). folheei o continente africano e sua culinária mental cabinda que não cabe inteiramente nos vocábulos da expressão lusitana. lácio daninho. pode-se entender um pouco melhor os nossos condimentos. ingredientes. o ex-império. negros islâmicos. mangas de goa. craveirinha, o poeta brega-surrealista de moçambique. jorge de sena, um e. pound polemista, megalômano, mano belicanoro, ou o que quer que isso signifique num lusíada ulisseida da gema. e, depois, a súbita aparição dessa face escoando por entre os volumes, esta figura feminina aos poucos por linhas de poemas se delineando, para o meu apetite, para a minha curiosidade de cupim de biblioteca: irene lisboa. uma definição fescenina para sua a poesia: é como se ela desse a concha bivalve um pouco para o pessoa e um outro tanto para o bandeira, mas gozando o melhor de ambos. metalinguagem, lantejoulas sobre línguas e felatio. irene lisboa, sem os antiumectantes da metalinguagem masculina, masturba-se com delicadeza e depois cheira os dedos da mão, úmidos de investigar as origens da vida. irene boa.

Escrito por ronald augusto às 16h44
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