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memória de um curso de verão
A poesia visual ou não-verbal constitui uma resposta crítico-criativa à inflação verbal subjacente à explosão dos meios e das novas tecnologias engendradas pela era digital-virtual. Esta poesia responde tanto à visualidade sem fundo do poderio televisivo, quanto ao cinismo pós-moderno que dá as costas ao esvaziamento das idéias. A poesia visual é palavra que se expande em figura, ícone. Na poesia visual (não-verbal), a espacialidade gráfica confere uma sintaxe não gramatical ao poema, o traço visual se projeta sobre o fonológico. Uma constelação de palavras e signos, obedecendo a uma sintaxe posicional, põe em questão o verso como meio consagrado para expressar o "poeticamente correto". O poema Un Coup de Dés (1897), de Mallarmé, representa a consciência desse processo que pode resultar em "nada ou quase (n)uma arte".
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Escrito por ronald augusto às 09h39
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