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jeferson lima

 (...) uma imensidão de  palavras, sugo algumas que me interessam, me aproveito da situação, me livro do evento inóspito, (...) esvazio a memória, desmemória, deambulo por um mar latino (...) acho que sou o homem feliz que existe no Brasil, como imaginava Maiakóvski, e não sou mais de outro dia, carpe diem, o futuro não existe e o passado é triste, mesmo quando as lembranças são boas porque estão inatingíveis, como um quadro, uma natureza morta, uma fotografia na parede, (...) eternece, eternamente, e me aparece uma segunda via, via de mão dupla, amar amaro, nem gosto, nem desgosto, desvio o olhar geométrico, enxergo estrela, me despeço e visito a enésima, é escrupulosa, cozinha espinafre, extrapola, queima o ovo, vou para a cozinha, corto tomates, leio a bíblia, refuto os profetas, os quatro, prefiro os proscritos, que tampouco ensinam a verdade, a verdade não existe pá, lavoura arcaica de verbos, de ações suicidas, como corpo da santa que reza por nós, nos limites geográficos da ilha, como nascimento, cópula e morte, como o Eliot, acho, mas não quero ser crucificado como Jesus, meu amigo, meu parceiro, se não fosse por ele provavelmente eu teria me envolvido com uma constelação nociva, ou com o Morel, que outro dia me disse que um escritor nada tem a dizer, tem uma maneira de dizer nada. (by jeferson lima, sc)

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segundo décio pignatari, em prosa interessa o que não é prosa. eu me interesso pela prosa-prosa. seu fio terra. aqui, jeferson lima cava o poético no prosaico.

um risco calculado. efeito de cálculo de modo a nos oferecer um produto de linguagem que aparentemente não pode ser mesurado. liberdade da linguagem:

esta prosa de desmemória. espécie de música corrosiva no rio-corrente do prosaico. salve lima limão! (ronald augusto)

 



Escrito por ronald augusto às 12h16
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idéias feitas

lume traiçoeiro em torno do qual volitam pequenas certezas morais, políticas e religiosas.

as que sobrevivem à incandescência, são catalogadas e atravessadas por alfinete.



Escrito por ronald augusto às 14h30
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do Confissões...

QUEM ENTENDE MUITO NÃO PODE VIVER MUITO

meu quimbundo e o de uma série
de vagabundos
                            intratáveis ao contrato

prática que não se arraiga
na língua arcaizante
                                   do pensamento


*


a língua do pensamento saiu de linha
sua redondeza

o desterro dos que adotaram uma linha
autopsicográfica de pensamento

língua franca na câmara dos incomuns
feitores (nenhum
                              el hacedor deles) do
                              entendimento

intérpretes de um empíreo
muitos giros acima das últimas
letras da razão
                          intempérie
                          acima


*


insalivação em dentaduras de marfim
pedraria lívida
a língua do pensamento saiu de linha

a nova corre zaúm linguagem do
mundo afora linguagem



QUEM ENTENDE MUITO NÃO PODE VIVER MUITO

O título do poema foi tirado de um sermão de Antônio
Vieira, mais exatamente do “Sermão pregado nas
Exéquias de D. Maria de Ataíde” (Sermões, vol. XV p.
386), Apud A. de Prado Coelho, em seu Antônio Vieira,
Lisboa, SELL, 1944. Já no terceto que fecha o poema,
surge a expressão “zaúm”, copyright  do poeta russo
Velimir Khlébnikov (1885-1922). “Linguagem zaúm –
segundo ele – significa: linguagem que está além dos
limites da razão... O fato de que nas encantações a
linguagem zaúm domine e suplante a linguagem racional,
prova que ela possui um poder especial sobre a
consciência, um direito especial de existir ao lado da
outra”. As palavras na linguagem zaúm , lembram
mantras, “salvas sonoras” a nos sugerir, segundo deu
inventor, “verdades universais que fulguram diante da
penumbra de nossa alma”. Por outro lado, agora num
registro de índole mais irreverente, zaúm, no poema em
questão, faz às vezes de uma “onomatopéia” por
contágio com “a nova (que) corre...”. Assim,  zaúm (a
idéia de uma linguagem transmental)  torna-se um
signo menos rarefeito e afetado, ao mesmo tempo em que se
despoja de uma certa literatice que, a bem da verdade,
tem pouco que ver com o experimentalismo "engraçado" de Khlébnikov.










Escrito por ronald augusto às 13h36
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